terça-feira, 5 de outubro de 2010

SHOW DO REGIONAL CARIOCA,INCLUI COMPOSIÇÃO DE ANTONIO ROCHA

O grupo de choro Regional Carioca é a atração da próxima quinta-feira ( 7/05), na série Instrumental FINEP, que acontece na primeira quinta-feira de cada mês, sempre trazendo ao público carioca um grande nome choro.

O Regional Carioca é um dos mais jovens conjuntos de choro do Rio de Janeiro. Fundado em 2002, o grupo tem um objetivo específico: dar continuidade ao trabalho dos conjuntos Época de Ouro e Regional do Canhoto. O primeiro foi criado pelo bandolinista Jacob do Bandolim em 1964 e o segundo, pelo cavaquinista Canhoto na década de 40.

A exemplo destes grupos, o Regional Carioca também adota a forma mais tradicional de se tocar Choro,  que é uma musica verdadeiramente brasileira e, sobretudo, carioca. Já fizeram várias apresentações pelo estado do Rio de Janeiro, incluindo projetos da Petrobrás e do Governo do Estado, além de eventuais espetáculos em casas de show e teatros, como o Café Cultural Carioca da Gema, o Rio Scenarium, o Clube dos Democráticos, e o Teatro Clara Nunes.

Na sua formação estão Tiago Souza (bandolim), Julião Rabello (violão de 7 cordas), Rafael Mallmith (violão), Ana Rabello (cavaquinho) eMarcus Thadeu (pandeiro).

Três de seus cinco componentes vêm de famílias tradicionais do choro, que desfrutam de grande respeito graças à competência e à extensa folha de serviços prestados a música carioca.

O bandolinista Tiago Souza é filho do Ronaldo Souza, também bandolinista e integrante de dois importantes conjuntos: o mais antigo conjunto de choro em atividade, o lendário Época de Ouro criado pelo mestre Jacob do Bandolim - e do Trio Madeira Brasil. Tiago já esteve no estúdio da Acari Records, gravando uma participação na caixa de 5 CD´s com a obra completa do compositor Joaquim Callado: “Callado, O Pai dos Chorões”. Além disso, fez participações nos CDs de Zé Paulo Becker, Alexandre Caldi e Dois Bicudos. Em shows, já se apresentou ao lado de Amélia Rabello, Áurea Martins, Zé da Velha e Silvério Pontes, Alfredo Del-Penho, Dirceu Leite, Trio Madeira Brasil, Zé Renato, entre outros. Fez participações em peças de teatro, como “Por ti América” e no filme “Brasileirinho”.

A cavaquinista Ana Rabello e o violonista Julião são filhos do poeta e compositor Paulo César Pinheiro e da cavaquinista Luciana Rabello. Se isso não bastasse, são sobrinhos do insuperável virtuose, o violonista Raphael Rabello, e da cantora Amélia Rabello.

Ana Rabello é apontada por Luciana como a sua mais legítima sucessora. Ana fez participações em shows de nomes como Álvaro Carrilho, Cristóvão Bastos, Pedro Amorim, Ronaldo do Bandolim, Carlinhos Leite, Luciana Rabello, Rogério Caetano, Hamilton de Hollanda, Amélia Rabello, Áurea Martins, Dois Bicudos e Cristina Buarque e também gravou ao lado de Altamiro Carrilho no CD “Callado, O Pai dos Chorões”. Participou de gravações no último CD de Paulo César Pinheiro, no CD Santo e Orixá da cantora Gloria Bomfim, no CD “Dois Bicudos”, no projeto “Choro Carioca – Música do Brasil” (uma caixa de 9 CDs). Ana viajou com o Projeto Pixinguinha, em 2005, tocando em diversas capitais do Brasil, acompanhando os sambistas Germano Mathias (SP) e Alfredo Del Penho (RJ). Ana também atua como professora adjunta da Escola Portátil de Música, da qual foi aluna desde sua criação, no ano 2000.

Julião já esteve em estúdio gravando participações em CDs de Paulo César Pinheiro, Gloria Bomfim, e o projeto “Choro Carioca – Música do Brasil”. Já se apresentou fazendo shows ao lado de Eduardo Gudin, Paulo César Pinheiro, Luciana Rabello, Cristóvão Bastos, Pedro Amorim, Ronaldo do Bandolim, Carlinhos Leite, Proveta, Toninho Carrasqueira, Mauricio Carrilho, Celsinho Silva, Amélia Rabello, Altamiro Carrilho, Joel Nascimento, entre outros. Julião  também é aluno da Escola Portátil de Música

O pandeirista Marcus Thadeu foi introduzido no choro através da Escola Portátil de Música, da qual é aluno desde 2002. Por ter se destacado como aluno da EPM, já é chamado para participar de gravações e shows dos professores, tendo estreado em estúdio nas gravações do CD Choro Ímpar, de Mauricio Carrilho. Hoje, Marcus já começa a dar aulas como monitor da EPM e vem atuando em shows de alguns artistas como Luciana Rabello, Amélia Rabello, Mauricio Carrilho, Cristóvão Bastos, Nailson Simões e no Rancho Carnavalesco Flor do Sereno.

O violonista Rafael Mallmith nasceu em Porto Alegre, e foi lá que começou seus estudos musicais. Fundou e integrou a “Camerata Brasileira”, tocando violão 7 cordas. Com este conjunto gravou o disco “Deixa Assim” que foi lançado em várias cidades do sul do país. Em 2005 mudou-se para o Rio de Janeiro, e ingressou na Escola Portátil de Música, onde hoje começa a dar aulas como monitor. Participou de gravações e shows com importantes sambistas e instrumentistas brasileiros, como Walter Alfaiate, Nelson Sargento, Pedro Amorim, Jaime Vignoli, Luciana Rabello, Maurício Carrilho, Eduardo Neves, Humberto Araújo, Rogério Caetano, Grupo Chapéu de Palha, entre outros nomes. Em 2007, participou do musical  "Araci Cortes, a rainha da Praça Tiradentes" em cartaz no Teatro Vanucci e no Teatro João Caetano e também do show "Onomatopéia não é palavrão" , dirigido por Hermínio Bello de Carvalho, na Sala Baden Powell.

O Regional Carioca prepara seu segundo CD com lançamento previsto para final de 2009. Em 2005, o conjunto gravou seu primeiro CD de choros, lançado pela Acari Records. Este primeiro trabalho teve seu repertório inteiramente dedicado à obra do bandolinista Juventino Maciel, um dos compositores preferidos de Jacob do Bandolim, que gravou alguns de seus choros, entre eles o clássico "Candência". 

Repertório do show

Flor de Laranjeira (Antonio Rocha)
Santa Teresa (Pedro Amorim)
Verinha (Dermeval Neto)
Chutando Chapinhas (Cristóvão Bastos)
Turbilhão de Beijos (Ernesto Nazareth)
Cinco Companheiros (Pixinguinha)
Serenata no Joá (Radamés Gnattali)
Evocação (Rubens Leal Brito)
Pé-de-Moleque (Jacob do Bandolim)
Implicante (Jacob do Bandolim)
No Coreto (Pedro Amorim)
Velhos Tempos (Jacob do Bandolim)
Dominante (Pixinguinha)
Tenebroso (Ernesto Nazareth)
Cuidado Violão (José Toledo)


(7/4/2009)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

GRAVAÇÕES:

                      
                      





Songbook
Zequinha de Abreu 1 


Solistas:
Aleh Ferreira – bandolim
Alexandre Ribeiro – clarinete
Antonio Rocha – flautim
Daniela Spielmann – sax tenor
Derico – sax soprano
Izaías do Bandolim – bandolim
Leonardo Miranda – flauta
Nailor Proveta – clarinete
Paulo Sérgio Santos – clarinete
Ricardo Calafate – bandolim
Roberto Sion – sax alto
Toninho Carrasqueira – flauta


Músicos do Regional:
“Época de Ouro”
André Bellieny – violão de 6 cordas
Jorge Filho – cavaquinho
Jorginho do Pandeiro – pandeiro
Toni 7 Cordas – violão de 7 cordas


R$ 54,90
A série "Clássicos do Choro Brasileiro - Você é o Solista!" é um lançamento do selo Choro Musicque lhe permite descobrir o Choro através da insubstituível experiência de tocar as composições acompanhado de um regional, sendo você o solista. Cada volume da série traz um grande compositor desse incrível gênero musical com suas principais composições em partituras C, Bb e Eb, entrevistas, biografia e significado de alguns títulos de músicas, além de um CD.

SHOW NO INSTRUMENTAL FINEP EM 30 DE SETEMBRO DE 2009

    
          

 
Flautista Antonio Rocha se apresenta no Instrumental FINEP dia 1/10 às 18h30

O Instrumental FINEP de outubro traz o flautista Antonio Rocha em noite de homenagem a Joaquim Callado, compositor e músico brasileiro, considerado por muitos o ‘pai dos chorões’. A apresentação será nesta quinta-feira, 1/10, às 18h30, no Espaço Cultural FINEP. A entrada é franca e não há distribuição de senhas.

Nascido em Valença (RJ), o flautista Antonio Rocha assumiu, aos 17 anos, a regência da Banda Progresso da cidade, onde também foi regente do Coral XV de Agosto. Atualmente, Antonio é  professor de flauta da Escola Portátil de Música, no Rio de Janeiro.

Antonio Rocha é integrante do Conjunto Época de Ouro, fundado por Jacob do Bandolim. Discípulo de Altamiro Carrilho, Antonio participou de shows e gravações acompanhando artistas como Zezé Gonzaga, Hermínio Bello de Carvalho, Áurea Martins, Pedro Amorim, Naylor Azevedo (‘Proveta’), Luciana Rabello, e Jorginho do Pandeiro, entre outros. É também compositor, com produção especialmente voltada ao choro e à música sacra.

O homenageado da noite é Joaquim Antonio da Silva Callado (1848-1880), flautista, professor do Imperial Conservatório de Música, improvisador, compositor de temas populares, considerado o ‘pai dos chorões’ por seu papel destacado na criação do choro, primeiro gênero musical genuinamente brasileiro. Conhecido especialmente por sua composição ‘Flor Amorosa’, somente mais recentemente sua obra vem sendo resgatada e trazida para o repertório dos chorões contemporâneos.

Instrumental FINEP, 1/10, 18h30

Antonio Rocha – flauta

Programa:

A Flor Amorosa (Joaquim Callado)
Salomé (Joaquim Callado)
Querida por Todos (Joaquim Callado)
Manuelita (Joaquim Callado)
Valsa (Joaquim Callado)
Linguagem do Coração (Joaquim Callado)
Cruzes Minha Prima (Joaquim Callado)
Improviso (Joaquim Callado)
A Variante do Carrilho (Antonio Rocha)
Flor de Laranjeira (Antonio Rocha)
Estudo nº 2 (Antonio Rocha)
Lundu Característico (Joaquim Callado)

Músicos convidados:

Pedro Paes – Clarinete
Mauricio Carrilho – Violão de 7 Cordas
Anna Paes – Violão
Luciana Rabello - Cavaquinho


Espaço Cultural FINEP (180 lugares)
Praia do Flamengo, 200, Pilotis
Flamengo, Rio de Janeiro
www.finep.gov.br
espacocultural@finep.gov.br
(21) 2555-0717 / 2555-0615



(30/9/2009)

REPORTAGEM DO JORNAL "A NOVA DEMOCRACIA" SOBRE O FLAUTISTA ANTONIO ROCHA

A Nova Democracia

inicio  Nº 42  Choro na flauta de Antônio Rocha
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Choro na flauta de Antônio RochaPDFImprimirE-mail

Nascido e criado na cidade de Valença, RJ, conhecida por ser berço de grandes músicos e cantores, como Rosinha de Valença, Clementina de Jesus e o maestro Agnelo Franco, o flautista Antônio Rocha, aos 26 anos de idade, é o jovem integrante do tradicional conjunto Época de Ouro. Elogiado por Jorginho do Pandeiro, diretor do grupo, como um flautista espetacular, Antônio também dá aulas de flauta na Escola Portátil de Música, e toca na banda da cidade de Valença, onde também é o maestro.

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Antônio da Flauta, ao fundo à esquerda, com Jorginho do Pandeiro
e os demais integrantes do Época de Ouro
Quando nasceu, uma tia paterna perguntou para sua mãe o que ela gostaria que o filho tocasse no futuro: flauta ou violão, porque daria um dos dois para o pequeno Antônio. A mãe escolheu flauta, já que o pai já tocava violão. Com oito anos de idade o menino soube dessa conversa e teve o seu primeiro contato com a tal flauta, e foi amor a primeira vista. Começou a tocar de ouvido, sem a menor orientação, e já foi mostrando seu talento. — Desde criança tenho uma presença muito forte do choro, da seresta em minha casa e isso me influenciou. Vários da minha família tocam algum instrumento, como amadores, e têm o gosto pela boa música popular e pela culrura brasileira. A violonista Rosinha de Valença costumava levar consigo várias pessoas do Rio para a cidade e se encontravam justamente na casa dos meus avós. Nesta época eu era ainda muito pequeno e não cheguei a tocar com a Rosinha — conta.
Além do pai, violonista amador, outros parentes de Antonio têm envolvimento na música. Seu irmão toca trombone e vários tios de sua avó paterna foram músicos, um deles foi maestro da banda da cidade. Mas o principal músico da família, antes dele, foi seu avô materno, o trompetista Aníbal de Santana, que morava no Rio.
Com doze anos de idade começou a estudar com um professor da cidade, pouco tempo depois ganhou uma bolsa de estudos para fazer quatro anos de flauta no Rio.
— Estudei com Marcelo Bonfim, que é do Teatro Municipal, da Pro-música e também da orquestra. Comecei a fazer pequenos trabalhos sempre ligados ao choro, até conhecer, há cerca de quatro anos, o violonista Maurício Carrilho, um dos fundadores da Escola Portátil de Música, durante o primeiro festival de choro que fez na cidade de Mendes, RJ. Fui convidado para conhecer a Escola, aceitei e no ano seguinte já era um dos professores — diz.
Antônio foi se entrosando com os outros mestres, todos figuras importante no universo samba/choro, até ser convidado por Jorginho do Pandeiro, para integrar o Época de Ouro, um conjunto tradicional com uma história de mais de quarenta anos de existência.
— Primeiramente apresentei-me como convidado em alguns shows, sem compromisso. Depois o Jorginho me convidou para integrar oficialmente o grupo, aceitei na hora. Para mim está sendo uma grande honra e um prazer, porque já o ouvia e admirava. Além disso, é uma nova experiência para todos, já que nunca teve flauta no grupo. Fizemos uma adaptação de forma que os dois solistas, flauta e bandolim, trabalhem juntos — explica.
No momento o grupo está fazendo uma turnê pelo país, com um repertório que homenageia Jacob do Bandolim, seu fundador em 1964, que inclui: Curitiba, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
— Estamos trabalhando muito, porque nos últimos anos tem aumentado o número de pessoas interessadas na música instrumental, no choro, samba, maxixe e muitos outros ritmos brasileiros — comenta.
Antônio nota nas apresentações do Época de Ouro e principalmente na Escola Portátil, tanto em suas atividades no Rio, como fora, que esse público é formado em grande parte pela juventude.
— Em janeiro fizemos o festival anual de Choro, desta vez na cidade Águas de São Pedro, SP. Durante o evento percebi que cada vez mais a juventude vem se entrosando com o choro e sua cultura. Isso nos faz acreditar mais ainda que ele vai continuar, apesar de não aparecer nas televisões e na maioria das rádios — acredita.
O festival é uma iniciativa da Escola Portátil, e reúne pessoas de todo o país e do exterior, como da Argentina, Dinamarca e Japão, onde o choro é muito bem recebido. Acontecem geralmente em um hotel de uma cidade do interior, onde os inscritos desfrutam, durante dez dias, de aulas de instrumento, prática de banda, composição, arranjo e cultura do choro em geral.
— Além de estudar com grandes mestres, os alunos têm a oportunidade de fazer amizades com pessoas afins, entrosar ainda mais com o meio, e participar de rodas de choro que duram a noite toda — diz entusiasmado.

A BANDA

Mesmo com muitos compromissos no Rio entre aulas na Escola Portátil, ensaios e apresentações no Época, Antônio continua morando em Valença e viajando para o Rio toda vez que precisa, e diz que a 'Sociedade Musical Progresso de Valença' ou a Banda de Valença, da qual é maestro, é o motivo que ainda o segura na cidade.
— É uma banda tradicional que tem setenta e oito anos de vida, e quarenta e três componentes. Faz apresentações em eventos na cidade e até fora. No ano passado, por exemplo, tocamos na sala Cecília Meireles, no Rio, e em um festival de bandas. No nosso repertório tem choros, valsas, dobrados, maxixes, polcas etc — conta.
— Além de fazer parte da cultura da cidade, para mim a banda tem uma função maravilhosa no interior que é a de proporcionar um espaço para as pessoas aprenderem música, já que nem todos podem sair para estudar na capital — defende.
Apesar de ter muitas atividades e tomar bastante tempo de seus componentes, a banda não oferece remuneração, o que faz com que os músicos tenham que procurar outra atividade para garantir sua sobrevivência.
— Ela é sustentada por um quadro social que possui cerca de duzentos contribuintes. A prefeitura ajuda muito pouco, apesar do importante papel cultural que temos. Por isso mesmo luto para que a banda não acabe. Sei que algumas cidades do interior já não têm mais suas bandas, mas que muitas outras resistem, e isso aparece nos festivais de bandas que participamos — declara.
Antônio tem esposa e um filho de três anos em Valença.
— Ele também é apaixonado por música e acha que toca flauta (risos) — diz.
Participou em discos de vários artistas — como Déo Rian, Maurício Carrilho, Agnaldo Raiol e Hermínio Bello de Carvalho entre outros — mas ainda não gravou solo nem com o Época de Ouro, o que faz parte dos seus planos para o futuro.
utros dois importantes projetos são a gravação de um disco somente com composições suas: choros, valsas, sambas, dobrados para banda, etc; e um outro com músicas de conterrâneos seus que já morreram.
— São antigos compositores da minha terra que ninguém nunca ouviu falar. Eles deixaram partituras que ficaram esquecidas no interior, e eu tive acesso a elas através de um trabalho de pesquisa junto a famílias de antigos músicos. Creio que será um trabalho de resgate da nossa música maravilhoso, e só está faltando um patrocínio — Comenta.

O PROFESSOR ANTONIO ROCHA

 
                    
                               ANTONIO ROCHA,há quase dez anos,é professor de música (flauta transversa) na Escola Portátil de Música no Rio de Janeiro.
                            
5. Antonio Rocha

Flautista, arranjador e compositor, iniciou seus estudos musicais aos oito anos. Maestro da Banda “Sociedade Musical Progresso de Valença”; membro fundador do grupo instrumental “Camerata Valenciana”; flautista do regional “Amigos do Choro”; 2º flautista da “Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem”; finalista do concurso “3º Prêmio Weril”; Regente do “Coral XV de Agosto”. Participou de shows e gravações com Maurício Carrilho, Pedro Amorim, Hermínio Bello de Carvalho, Afonso Machado, Zélia Duncan, Simone, Zezé Gonzaga, Agnaldo Rayol, Deo Rian, Bruno Rian, Pedro Paes, Célia Vaz, Paulo Aragão e outros. É integrante do conjunto Época de Ouro.

domingo, 3 de outubro de 2010

O MAESTRO DA " SOCIEDADE MUSICAL PROGRESSO DE VALENÇA "



SEDE DA BANDA


                 Regendo a "Sociedade Musical Progresso de Valença" na Praça da cidade.


A Sociedade Musical Progresso de Valença,foi fundada dois dias antes do dia dedicado à Santa Cecília.Tudo começou em 20 de novembro de 1929,há exatos 80 anos atrás.Teve como fundadores os valencianos José Corrêa Armond,João José Cosate.Cristóvão Barbosa Giesta Júnior,Dário de Sá Guimarães e Antonio Corrêa Tavares.Na época recebeu o nome de “Banda Infantil Progresso de Valença”,sendo composta por garotos músicos,produtos do Maestro Alfredo Moreira Barbosa.
De 1929 até hoje,no ano de 2009,a nossa também chamada simplesmente de “Banda Progresso”,vem lutando bravamente por sua sobrevivência através dos Maestros e músicos componentes.
Desde 1998,com apenas 17 anos,o músico flautista, Antonio Carlos de Sant’Anna da Rocha,assumiu com maestria a batuta deste grupo musical,tornando-se,na história da Banda,o seu mais novo Maestro.A competência de Antonio Rocha revitalizando a Sociedade sem desrespeitar o espaço conquistado pelos mais antigos componentes e enxertando em seu corpo musical,um percentual significativo de jovens,compôs,na verdadeira acepção da palavra,uma série de “dobrados” e “marchas” em direção ao futuro.
Hoje,11 anos após,podemos constatar a presença,em nosso Município,de uma corporação musical que,apesar de inúmeras dificuldades,continua sua marcha afinada com o progresso cultural/musical a que se propõe.
Atualmente,o novo quadro musical,é composto por alunos preparados exclusivamente, pelo Maestro na Escola de Música que funciona na Sede Social.
Fruto de uma tradição musical que vem dos tempos remotos do Brasil colônia,as Bandas de Música têm sido um rico celeiro de maestros,músicos e gêneros musicais.Durante três séculos de sua história,o Brasil inteiro parava para ver a banda passar,trazendo alegria e música para todos.
ANTONIO E ANTONINHO  COM TRÊS ANOS:PAI E FILHO NO DESFILE DE 7 DE SETEMBRO COM A" BANDA PROGRESSO DE VALENÇA"

SANTA CECÍLIA-PADROEIRA DOS MÚSICOS

















ARTIGO SOBRE A VIAGEM AO JAPÃO EM 2010

“ANTONIO ROCHA – UM MAESTRO NO JAPÃO”

                             

                        Já está de volta,para orgulho da comunidade valenciana,nosso Maestro ANTONIO ROCHA que,após participação em  shows do  flautista ALTAMIRO CARRILHO, no Rio de Janeiro,quando, aliás, foi citado pelo veterano músico como o maior flautista da atualidade brasileira, embarcou para o Japão (Tóquio), com o Conjunto de Choro  "ÉPOCA DE OURO", a fim de participar de uma temporada de shows no Oriente.Além dos shows, na agenda dos trabalhos, o Regional viajou com o propósito de lançar, na capital do Japão, o CD "FEIJÃO COM ARROZ", com a última participação dos violonistas DINO 7 CORDAS e CÉSAR FARIA,(pai do compositor Paulinho da Viola),integrantes que se destacaram na formação original do Conjunto. 
                                   Em meados de 1964,há exatos 17 anos antes do nascimento de Antonio Rocha, e quando a bossa nova reinava quase absoluta em nosso país, era criado,pelas mãos do compositor Jacob do Bandolim, o Conjunto que teve grande importância no movimento de resistência e manutenção do chorinho genuíno no cenário musical nacional.Com mais de 40 discos lançados, o “Conjunto Época de Ouro” já gravou com grandes nomes da música brasileira, como Elizeth Cardoso,Marisa Monte,Paulinho da Viola,João Bosco,Martinho da Vila,Leila Pinheiro,Beth Carvalho,Zeca Pagodinho,Altemar Dutra,Francisco Petrônio,Ney Matogrosso,Ivan Lins,Mosca,Arlindo Cruz e Sombrinha,Elba Ramalho,Nó em Pingo D’água e Lobão.O Conjunto, que já viajou por todo o Brasil e pelo mundo,retornou, este ano, ao Japão e,após sete anos passados do último trabalho, Jorginho do Pandeiro,veterano com 80 anos e único músico contemporâneo de Jacob ainda vivo,retorna a Tóquio com seus companheiros Ronaldo do Bandolim,Jorge Filho (cavaquinho),Toni Azeredo (violão de sete cordas),André Bellieny (violão de seis cordas),Celsinho Silva (percussão) e Antonio Rocha (Flauta e Flautim), para apresentações no Teatro “Sumida Triphony Hall”.Situada no extremo leste de Tóquio e aberta em 1997,”Sumida”,com 1800 lugares,dotada de excelente acústica, é a nova casa  do “New Japan Phillarmonic Orchestra”,que foi criada em 1972.
                                     Como aconteceu com a nossa ROSINHA DE VALENÇA,agora foi a vez do também nosso, Antonio Rocha, levar o nome e a música de nossa cidade, para além dos limites dos loucos e assustadores fusos horários orientais.Ele, que está no "Época de Ouro" há quase cinco anos,  é o mais jovem integrante do Conjunto.Compositor e  professor de flauta transversa na “Escola Portátil de Choro” no Rio de Janeiro,já integrou a “Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem” e participou de  shows e  gravações com outros grandes músicos da Música Popular Brasileira, como Altamiro Carrilho, Hermínio Bello de Carvalho,Zélia Duncan,Simone,Zezé Gonzaga,Agnaldo Rayol,Proveta,Pedro Amorim, , ,Deo Rian,Bruno Rian, ,Maestrina Célia Vaz, , Luciana Rabelo e Maurício Carrilho. Em Valença, continua regente do "Coral XV de agosto" e maestro/professor dos integrantes da “Banda Progresso” de nossa cidade,trabalho este que realiza quase como um apostolado, com profunda dedicação e amor por Valença.Filho do economista e músico Carlos Roberto (Bebeto) e da pedagoga especializada em Libras,Adriana Glória,Antonio tem no DNA a história forte das “artes musicais” em contrapartida às “artes marciais” do nosso querido Japão.E foi essa história que o levou ao outro lado do mundo, onde retornará em 2011,se Deus quiser, para uma série de  concertos a serem realizados, dessa vez, com a participação da “Orquestra Filarmônica do Japão.”